Como especificar a escolha de um aparelho GPS de Precisão
(e evitar armadilhas na hora de indicar os recursos que deve ter um equipamento)

   
  A aquisição de aparelhos GPS tem se tornado bastante comum nos dias atuais, em função do crescente potencial de uso desses aparelhos, que já são empregados numa infinidade de aplicações.

O termo GPS aliás, tem sido usado como sinônimo de sistemas de posicionamento global via satélite. Mas o acrônimo GPS na verdade pertence ao nome original Geographic Positioning System da Navistar, o primeiro sistema de satélites implantado para orientar o posicionamento de unidades militares dos Estados Unidos, e que há anos teve algumas frequências de ondas de rádio abertas à utilização civil. Esse sistema tem mais de 50 satélites cobrindo o globo terrestre. Já existe hoje em operação um outro sistema, criado pela Rússia de nome GLONASS, operando com cerca de 20 satélites, e outra iniciativa na área vem da agência espacial européia que já anunciou a criação do seu próprio sistema de satélites, o GALILEO. Também a China tem planos de iniciar a abrangência global para uma outra constelação criada para seu uso, hoje tem o nome de Beidou e será chamada COMPASS, que já tem atualmente 4 satélites em órbita.

A denominação genérica GPS foi substituída modernamente por GNSS que vem de Global Navigation Satellite System, uma convenção de tecnologia que adota um protocolo comum, permitindo que aparelhos consigam captar sinais originários de satélites pertencentes a todas as constelações abertas para uso civil. Enquanto alguns receptores GPS somente são capazes de receber sinais do Sistema GPS, outros, mais atualizados, funcionam no padrão GNSS o que abre espaço para melhorias contínuas no resultado de sua operação.
   
 

AS INFORMAÇÕES ABAIXO AJUDAM A ESPECIFICAR EQUIPAMENTOS GPS DE PRECISÃO

  Algumas informações podem ser muito úteis na hora de estabelecer critérios para aquisição de um equipamento GPS de precisão, especialmente se você trabalha na área, ou em algum órgão público onde pode utilizar ou indicar o uso desses equipamentos que estão revolucionando a coleta das informações geográficas em todo o mundo.
   
 

NÚMERO DE CANAIS DE COMUNICAÇÃO PARA SISTEMAS L1/L2:   24 OU 72 ?

  No caso de um equipamento possuir maior quantidade de canais, 24 ou 72 (existem receptores até 200 canais) a explicação é simples: quanto maior o número de satélites rastreados, maior será a cobertura do levantamento, e conseqüentemente terá maior receptividade do sinal, melhor precisão, menor chance de perder o sinal, além de possuir tecnologia para recepcionar sinais de satélites dos sistemas Glonass, GPS e os futuros Galileo e Compass.
Sistemas de dupla-frequência (L1/L2) usam dois canais para a comunicação com cada satélite, um para cada frequência. Portanto, 24 canais está limitado a ‘enxergar’ realmente apenas o máximo de 12 satélites.
Desta forma, um equipamento com 24 canais, além de outras desvantagens citadas, não vai captar sinais do sistema Glonass e nunca receberá sinais do futuro sistema Galileo por não possuir canais suficientes para recepção dos mesmos. Pode-se sustentar que um receptor de dupla-frequência com capacidade inferior a 60 canais é um sistema defasado na atual realidade em termos de tecnologia.
Ao indicar este tipo de equipamento assegure-se de especificar Receptor GNSS L1/L2 Geodésico com um mínimo de 72 canais.
   
 

INICIALIZAÇÃO DE ATÉ 8 SEGUNDOS, 15 OU 30 ?
Que tipo de problema pode ocasionar uma demora maior?

  Nessa questão o fator primordial para o equipamento que inicia mais rapidamente o processo de rastreamento e coleta de dados é o tipo de tecnologia que o equipamento possui (como citado no caso do número de canais), como sistema de filtragem do sinal, maior capacidade
técnica em termos de processador interno, melhor recepção pela tecnologia implantada na antena do mesmo fabricante do receptor.
Para se ter uma idéia da diferença de tecnologia, há receptores que realizam inicialização quase que instantaneamente, com tempo igual a 2 segundos. Há no mercado péssimos produtos com tecnologias defasadas, com tempos de inicialização, lentos, superiores a 15, 30 e 60 segundos.
Dá para prever o quanto tempo seria perdido se tivéssemos que aguardar todo esse tempo para cada ponto coletado, portanto, é fundamental que se requisite equipamentos com rápida inicialização.
   
  EQUIPAMENTO GNSS, E UPGRADE OPCIONAL PARA RTK SEM TROCA DE EQUIPAMENTO
RTK com atualização de dados via UHF e GSM ? Rádio UHF não é suficiente?
  A capacidade para receber sinais provenientes dos satélites de qualquer uma das constelações em operação no espaço fará com que esse equipamento tenha maior capacidade de armazenar informações confiáveis, além de garantir maior longevidade.  Sistemas com recursos GNSS tendem a se firmar como padrões.
A possibilidade de fazer um upgrade no equipamento, para ser usado com atualização Real Time Kinematics (RTK), sem ter que trocá-lo, é outro fator de economia na atualização tecnológica.
Por fim, a troca de dados no modo RTK entre aparelhos, ou entre a estação-base e o aparelho móvel, pode ser feita por rádio UHF ou pelo sistema de telefonia GSM.  O sistema GSM tem cobertura de toda a rede telefonica, que virtualmente já cobre o território nacional e com o tempo tende a completar e eliminar todos os pontos cegos de contato. Além disso, o RTK via GSM (que usa um chip integrado ao equipamento) é a tecnologia de maior atualidade, possui capacidade de corrigir em tempo real em distâncias 3 vezes maiores do que o sistema RTK convencional via rádio (UHF), sem contar que não perde sinal devido ao relevo como montanhas entre base e o receptor móvel.
   
 

DISPLAY INTEGRADO AO RECEPTOR COM INFORMAÇÕES GRÁFICAS E TEXTUAIS
Por que sua exigência é importante ? Porque indicadores com LED's são insuficientes ?

 

Entre os benefícios de possuir display integrado no receptor, está a melhor visualização em campo das informações disponíveis. É fácil concordar que informações gráficas e textuais facilitam a sua interpretação, ao contrário de luzes piscantes.
Outro exemplo de benefício é a exatidão de informações que o usuário recebe com relação aos receptores que não possuem display integrado no receptor, isto porque, como exemplo, o display informa que a bateria está com 70% no nível de carga, que há 80% de espaço de memória, ou que o equipamento naquele momento rastreia 20 satélites, mas está captando sinais de 15 deles no total. Qual a confiabilidade de luzes piscantes para esses tipos de informações ?


No display informa ainda, por exemplo, instantaneamente quando um pen-drive ou cartão de memória é conectado ao receptor, qual a capacidade de memória que passou a disponibilizar ao conectar novas unidades de armazenamento de dados, com visualização textual e gráfica.   Exemplo disso, independente da memória interna disponível, ao conectar um pen-drive ou cartão de memória, o receptor passa a possuir espaço maior, relativa à capacidade do cartão ou pen-drive.

Outro fator importante para o display integrado ao receptor, lembrando que o coletor de dados também possui uma tela que informa todos os itens descritos acima, é a capacidade de se comparar informações entre os dados visualizados na tela do coletor com do display integrado no receptor, para garantir maior confiabilidade das informações.

Por fim, outra vantagem para o display integrado no receptor é a versatilidade de uso operacional, por exemplo, em uma situação de levantamento de campo, onde se deseja realizar um posicionamento com receptor GPS/GNSS (do tipo estático) e que não será necessário deixar o coletor de dados com o receptor GPS de base ( já que o mesmo fornecerá informação pelo display integrado). O coletor pode ser levado para o outro receptor GPS (do conjunto) móvel pois o receptor GPS da base tem a tela integrada para ver as informações necessárias daquele levantamento.

   
 

BATERIAS DE LITHIUM
Em que afetam as baterias do equipamento ?

  Alguns equipamentos utilizam-se de bateria externa de Chumbo Ácido, (VRLA - Regulada por válvula) do tipo usado em motos ou outros veículos.
Com certeza um dos motivos está no cuidado com a preservação ambiental, pois a bateria de Chumbo Ácido é de uma tecnologia ultrapassada, com vida útil menor, e seu descarte pode ser prejudicial ao meio ambiente. A bateria de Lithium-Ion possui vantagem no quesito "quantidade de recargas" que normalmente é o dobro das baterias de tecnologia anterior, Ni-H, Pb Ácido e outras.
Outra característica é o menor peso da bateria de Lithium-ion em relação à de Chumbo Ácido (VRLA), o que também vai facilitar o manuseio durante o uso e a redução dos riscos por eventuais acidentes no levantamento.
   
 

COMPATIBILIDADE DO SISTEMA NO FUNCIONAMENTO
Software + Coletor + Antena + Receptor

  O software para operação do sistema deve ser em português, e do próprio fabricante do equipamento, pois isso vai facilitar para o operador, independentemente de seu conhecimento da língua inglesa.
Outros componentes como o Coletor de dados e a Antena devem ser do mesmo fabricante do Receptor, porque isso garante compatibilidade técnica do sistema, que é um fator de fundamental importância.
   
 

ANTENA DEVE SER INTEGRADA AO APARELHO
Qual  o problema de usar antena extrerna ?

 

A antena integrada ao Receptor, que tenha sido desenvolvida pelo mesmo fabricante, além de garantir o aproveitamento tecnológico pleno e compatibilidade para aquisição dos dados, vai eliminar muitos problemas operacionais, inclusive os causados por cabos externos que no uso corrente trazem transtornos, pelas condições de trabalho frequentemente adversas.

 

 

 

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  Permalink: http://www.datacad.com.br/at_perma_especificar.htm